O Mefistófelis da Madrugada

11 março, 2008 | em: Piadas, Sem noção, Uncategorized

o-mefistofelis-da-madrugada

Existem momentos em que o ser humano só deseja dormir. Descansar para recarregar as energias. Entretanto, assim como são os homens, são as criaturas – diria didi mocó. Cada qual lutando pelos seus interesses. Enquanto o meu interesse era dormir, o interesse de um certo mosquito era simplesmente ter o meu sangue. Durante a luta entre eu e a sendenta criatura usei todo o meu intelecto, o qual foi adquirido após de anos de ensino na rede pública e privada desta pátria. Tive o brilhante raciocínio:Se ele ataca minhas pernas, eu defendo minhas pernas.
Se ele ataca meus braços, eu defendo os meus braços.
Se ele ataca o meu rosto, eu defendo o meu rosto.Em um breve momento de reflexão em um insight divino percebi:
Se eu me cobrir todo com o lençol, tudo estaria resolvido.
E assim foi.

Apesar do raciocínio perfeito, problemas de natureza prática sempre aparecem. Não é nada confortável permanecer com o rosto coberto. Logo, descobri o meu rosto. Dai em diante, a batalha foi árdua. A ardilosa criatura com o seu zumbido satânico tentava atacar o lado esquerdo de minha face, eu tentava golpea-la virando o rosto para o mesmo lado. A paz era fugaz e ao mesmo tempo angustiante. A ordinária tentava atacar minha face direita, eu tinha que tentar golpeá-la virando para o mesmo lado a cabeça. Em vão. Tudo era em vão.

Com o despertador ajustado para as 6:00 da manhã e marcando 3:00 da manhã, eu sabia que teria que dar um fim em tudo aquilo, teria que destruir o meu inimigo. Primeiramente eu deixei minha mão direita para fora do lençol, percebi que ele a atacava. Mudei a tática, deixei a mão direita coberta, porém desperta. Quando mefistófelis vinha a mim, eu tentava atacá-lo com a mão em forma de pinca, estilo “tio do daniel san”. Depois de momentos de intenso combate, tinha a criatura em minhas mãos.

Assassinar dolosamente um mosquito não é previsto em lei, logo não poderia ser condenado. Perdoando eu demonstraria toda a minha superioridade, porém ele não desistiria tão facilmente. Julgado e condenado. A pena era a morte. E assim foi.

pesadeloazul



2 Comentários para O Mefistófelis da Madrugada

StéfanieNo Gravatar

março 11th, 2008 at 21:48

hehehehe…
Tô aqui imaginando a cena e tentando não achar crueldade. Esses malditos (ou melhor, malditas. Só a fêmea pica) Metistófelis são mesmo uma praga!!!
Ótimo texto, como sempre… hehehehe… Adoro o que tu escreve!

JonathanNo Gravatar

março 11th, 2008 at 23:25

Fico pensando… O que seria um “Metistófelis” ?

Formulário

Equipe Infame:

    Johann
    Klaus Amin
    Mamma Scully
    Maureen Bond
    Motoboy Mascarado
    Pesadelo Azul
    Remill
    Sandman

Mais da Equipe Infame