Reflexões sobre os perigos de uma tampinha de garrafa

22 dezembro, 2009 | em: Crônicas, Sem noção

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Boa noite leitores infames! Hoje, em minhas reflexões nada produtivas, divagando como Clarice Lispector (acho que todos conhecem seus livros que refletem sobre uma barata e um copo d’água, não?!) me deparei com a seguinte afirmação: as tampinhas de garrafa podem matar! Vamos, então, às explicações.

Imagine que estamos naquele bar, tomando uma cerveja e alguém pede uma cerveja preta. O garçom, gentilmente nos leva a cerveja e abre na mesa, contudo, por algum desvio de atenção, a tampinha da garrafa cai dentro do copo quando ele está servido a gelada (particularmente, eu não gosto de cerveja). Pior ainda, ninguém percebe que a tampinha caiu no copo e o “felizardo” que vai beber neste copo está com tanta sede que vira o copo de uma vez… Pronto! A desgraça está feita! Mesmo a tampinha tendo um tamanho médio, é possível que aquele que bebeu engasgue com ela (ou mesmo a engula). Agora, imaginemos que ele tenha engasgado, ficando com a tampa intalada na garganta – a parte externa da tampinha é bem perigosa nesses casos e irá machucar – e muito – a garganta do felizardo. Felizmente, se houver algum médico no local, este poderá fazer uma traqueostomia no rapaz/moça ajudando-o a respirar, até que o socorro chegue e o leve ao hospital para tirar a abençoada tampinha. Caso não haja médico e nenhum dos amigos consiga fazer com que a tampinha seja expelida (seja apertando o engasgado, pulando em cima dele, ou qualquer outro método bárbaro de medicina), sinto dizer que, como diz Mamma Scully: “É caixão e vela preta!”.

Essa famosa tampinha de garrafa pode trazer outros estragois também. No mesmo bar, imaginemos que a tampinha tenha caído no chão – aquele chão ensopado de cerveja, que um engraçadinho derramou pois estava bêbado demais para segurar o copo – e caia com a parte lisa virada para baixo. Daí, nosso amigo que poderia ter engasgado e não engasgou, bem afobado, passa coorrendo (ninguém sabe o porquê de estar correndo) para pegar o copo de cerveja dele e, antes de chegar na mesa, pisa na tampinha, escorrega e:

1 – cai sentado de bunda: neste caso, o mal não será dos piores – terá uma baita falta de ar e deverá tomar alguns analgésicos para aliviar a dor, além de aguentar a gozação dos amigos;

2 – cai de cabeça no chão: aqui a coisa complica. O nosso amigo feliz poderá ter um traumatismo craniano, ter que ser levado ao hospital, passar uns dias em coma, enfrentar reabilitação, ver aquelas enfermeiras gostosas cuidando dele (sem que possa fazer nada) e, quando sair do hospital, aguentar gozação dos amigos. Ou, ainda, morrer, daí, acabaria tudo…

3 – consegue pegar o copo, mas esse copo cai, quebra e, por azar, ele cai com a cabeça bem em cima dos cacos de vidro: aqui o desastre está feito. Poderá acontecer tudo o que foi dito acima, além de ficar com o rosto desfigurado (ou mesmo cego) e ter de gastar uma nota com cirurgia plástica. Imaginem só: uma tampinha que não vale nem um real dar um prejuízo de milhares de reais!

4 – a pior de todas: o felizardo consegue pegar o copo, se equilibra, não cai, mas a cerveja cai no chão! Desastre total. Todo mundo zoando pq a cerveja caiu e ele naquela cara de cachorro sem dono. E o pior: a CERVEJA CAIU! FOI JOGADA FORA!!!

Agora, imaginemos aquela festa de fim de ano, todo mundo feliz, com aquele sorriso amarelo FALSO, e o engraçadinho da noite vai abrir a garrafa de champagne. Aqui, três possibilidades de abrem:

1 – a garrafa não abre e explode na mãe dele: desastre para o rapaz que abriu a garrafa – muito provavelmente terá uma mão a menos (ou alguns dedos). Se der sorte, uns pequenos cortes. Contudo, um dia na vida, vai aguentar a gozação da família! Eu iria adorar encher o saco do cara!!!! kkkkkkkk

2 – a tampinha voa em direção ao olho daquele tia chata, fazendo com que ela fique cega: nesse caso, a tia chata vai xingar Deus e o mundo, mas, no fundo no fundo, todos da família estarão comemorando e, em uma cerimônia fechada, irão dar um grande prêmio ao rapaz que estourou o champagne, além do político da família ir pessoalmente lhe dar uma medalha de honra ao mérito!

3 – a tampinha simplesmente some. O champagne derrame no chão e, inexplicavemente, a tampinha aparece no meio do mar de champagne no chão. Aqui se aplicam, com as devidas alterações, o que eu disse com relação à tampinha da garrafa de cerveja!

Vêem, as tampinha, sejam de que tipo forem, são EXTREMAMENTE perigosas (em alguns casos, o perigo vale a pena). Por isso, concluo de minha infames reflexões: amigos infames, quando abrirem qualquer tipo de garrafa, se assegurem de que as tampinhas só irão ocasionar acidentes àqueles parentes/amigos/penetras que ninguém merece!

Sandman



3 Comentários para Reflexões sobre os perigos de uma tampinha de garrafa

TâniaNo Gravatar

dezembro 22nd, 2009 at 22:07

Então…
Aqui em casa é você que abre a garrafa de champagne.

*REFLITA*

Muahuahuahuhauhauhauhauahuahua

Mamma ScullyNo Gravatar

dezembro 23rd, 2009 at 13:00

Bom, em defesa do meu marido (vou tentar) devo dizer que sobra pra ele abrir a garrafa de champagne (olha, até que daria um bom post a ladainha de como se escreve champaigne, champanha, champanhe, etc.). Sim, sobra pra ele pq ninguem mais tem coragem e coordenação motora para tal. Ok, ja defendi… Agora, por favor, faça com cuidado. Afinal, vc nunca tinha falado isso e eu nunca tinha atentado para o fato de que VC faz isso em casa… Estou ficando tensa… rs
Tenho uma sugestão: que tal passarmos as festas na casa de algum infame? E o anfitrião que cuide de suas garrafas! =D

Maureen BondNo Gravatar

dezembro 23rd, 2009 at 22:32

hehehe…

Dê o champagne para o Johann abrir, afinal, ele tem “a violência no sangue”… hahahaha…

Mas me conhecendo… Acho que aconteceria comigo o item 1 da cerveja. Exceto, porém, pelo fato de eu não precisar estar bêbada pra isso acontecer e eu ficar mais afobada com chá gelado de pêssego do que com cerveja. hehehe

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